ENSAIO TÉCNICO DA MUG
por Priscila Gama

Os comentários que passamos a tratar a seguir são de caráter meramente “crítico”, de modo que a intenção não seja em momento algum diminuir a escola, mas fazê-la olhar para as falhas a fim de corrigi-las até o carnaval, ok!

Bom, ontem a MUG deu início a bacanérrima adesão da Liga aos ensaios técnicos no Sambão do Povo, que os sambistas capixabas vem pedindo há tantos anos... E claro que ser a primeira escola a encarar essa novidade traz determinado ônus, não é mesmo...

A MUG é a escola em que eu cresci... então, não tenho qualquer intenção de diminuir o trabalho feito pela agremiação e sim ajudar (já disse isso, mas é bom repetir para que as pessoas não confundam).

Primeiramente quero ressaltar que a primeira coisa que me chamou a atenção foi uma super doideira que envolvia o carro de som, os intérpretes, mestre sala e porta-bandeira e bateria.... NÃO! NINGUÉM BRIGOU... Mas durante algum tempo todos os personagens supra citados estiveram desempenhando seu papel no MESMO espaço, o que não permitia que a bateria evoluísse tão pouco o casal de MS e PB.

Já tinha algumas convicções acerca do lugar em que o casal de MS e PB vem desfilando. E depois de uma experiência própria, eu cheguei à conclusão que é arriscar demais colocá-los na frente da bateria quando não se tem uma harmonia forte... que infelizmente é o caso na MUG. E digo infelizmente porque é um erro que se repete ano após ano e que eu não sei se há humildade o suficiente pra mudar... Enfim...quando o casal de MS e PB se “libertou” do aperto, passaram pela lateral do carro de som e conseguiram chegar à sua frente enquanto um imenso buraco se formava.

Fernanda estava Liiiiiiiiiiiiinnnnnnnnnnddddddddaaaaaaaaaaaaa... A roupa perfeita... o cabelo.... as jóias.... o sapato... a interação com a bateria......TUDO LINDO.

A bateria estava animadíssima, mas tinha algo que me incomodava. O surdo de primeira da escola não tinha peso.... Mas no passar dos ritmistas eu percebi que a sensação vinha apenas quando estava na frente, porque ritmista que desempenhava a mesma função no final da bateria fazia justamente o peso que faltava.

Fora isso, pra mim a bateria teve três momentos: antes do recuo, recuo e depois do recuo. Antes do recuo estava tudo as mil maravilhas, nunca os vi tocando tão bem.... No recuo foi um atravesso só e ... depois do recuo eu não tive paciência pra ver.

O carro de som da escola tinha pegada e convicção. Talvez falte um pouco de malandragem, mas nada que diminua a soma daquelas vozes que em sua totalidade vai fazer um bom trabalho na avenida.... Vale lembrar que o som falhou várias e várias e várias vezes, mas isso não é culpa da escola e sim da organização.

As passistas não conseguiram cumprir o dever de tampar o buraco da bateria e por isso, muito sabiamente, a escola decidiu voltar e fazer esse processo bateria+passistas novamente. Acho que deu certo, mas vale a observação de que os mais experientes ficaram no final da ala de passistas, quando ao meu ver deveria ser ao contrário.

O povo não cantou. As passistas não cantaram, estavam tão preocupadas em fazer carão que simplesmente esqueceram que em um ensaio técnico as pessoas devem ao menos cantar... Mas esse foi um problema resolvido pela ala das crianças que arrasou no vocal.

Mas o bacana disso tudo é que o ensaio técnico dá a oportunidade da escola corrigir seus erros antes do desfile e a MUG tem a chance de fazer certo no Carnaval... ruim é quando não se aproveita a chance...

No mais só quero fazer uma observação justa depois de algumas especulações sobre os sambas da Boa Vista neste ano (2010) e no ano passado (2009)... Será que os muguianos já ouviram o samba da CUBANGO 2010?

Vai a dica.... boca fala, %@ paga.

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* Priscila Gama é sambista e proprietária do Blog Ziriguidum Vitória. http://www.ziriguidumvitoria.com.br/

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