NAS ATIVIDADES CARNAVALESCAS,
O ESPÍRITO SANTO TEM PROFISSIONAIS COMPETENTES OU NÃO,
EIS A QUESTÃO

por Max Ney Telles

 

Se fizermos um breve passeio pela história dos Carnavais Capixabas e sua evolução, notaremos que o seu crescimento aconteceu através da importação de pessoas ligadas ao mundo carnavalesco de outros estados, principalmente do Rio Janeiro, daí concluirmos, lamentavelmente, que o nosso pequeno, mas enorme evento em crescimento acontece baseado em processos e modelos desenvolvidos por outros estados.

Para começar, vimos que a maioria dos integrantes que desfilam e conquistam pontos, principalmente das grandes escolas, como: os casais de mestres-sala e porta-bandeira, os carnavalescos responsáveis pela modelagem e montagem da escola para o desfile, os Mestres de Bateria, entre outras, são pessoas oriundas e algumas delas descartadas das escolas dos estados vizinho ao nosso.

Neste ano mesmo, vimos todas ou quase todas as escolas de samba capixaba, buscar profissionais ligados ao samba de outros estados, para trabalharem em prol de suas atividades, inclusive, temos confirmado a existência de convênio de algumas escolas capixabas com escolas cariocas, em busca de melhor desempenho no desfile.

O fato é que, essa busca ano a ano, de profissionais ou parcerias com agremiações relacionadas ao samba de outros estados, mostra a escassez no estado capixaba de pessoas competentes, criativas, dinâmicas, para atuar nas atividades correlatas ao samba, então insisto, na necessidade de cursos, palestras às pessoas das comunidades carnavalescas capixaba, para assim condicioná-las a desenvolver as atividades que hoje são executadas por gente oriundas de outros estados.

Aliás, já foi aprovado pelo Município de Vitória, com base na Lei de incentivo a cultura, a criação da Escola para mestre-sala e porta-bandeira, visando a ensinar talentos capixabas e colocá-los aptos para futuros desfiles, pondo fim ou diminuindo, as importações destes profissionais de outros estados.

Que esta magnífica ação seja seguida pela LIESES e Escolas de Samba Capixaba, no sentido de se criarem novos cursos de formações em outras áreas especificas, consideradas deficitária pelas escolas, como Harmonia, Mestres de Bateria, Carnavalescos e assim, quem sabe, num futuro próximo tenhamos um Carnaval genuinamente Capixaba.

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* Max Ney Telles é funcionário do Banestes, poeta e formado em Biblioteconomia pela UFES.

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