SAMBA
SIM, PRECONCEITO NÃO
por
Max Ney Telles
Vimos, e ainda vemos, muitas criticas neste período da escolha dos sambas enredos pelas agremiações capixabas, principalmente no que tange a naturalidade ou cidade de origem dos compositores de alguns sambas vencedores.
Certamente que, como nem tudo agrada a todos ao mesmo tempo, pode até ser que alguma escola involuntariamente, tenha errado na escolha do samba enredo que levará para avenida, mas daí, alguns olheiros, observadores, torcedores, fãs, criticarem a origem dos compositores, torna-se evolução capixaba relacionada ao samba, totalmente preconceituosa e provinciana.
Devemos observar que a maioria dos sambas vencedores foram feitos por pessoas do estado e participantes de alguma agremiação de samba capixaba, além de que, todo este preconceito quanto a compositores de outros estados, é retrógado nos tempos atuais e a prova que tal atitude não existe em outras capitais, é o samba de compositores capixabas inscritos e bem colocados na disputa em escola de samba carioca, cito: Renilson e Leley do Cavaco, na Mangueira, que foram calorosamente recebidos por aquela comunidade. Basta de preconceitos quanto à origem, cor, status social, instrução dos compositores, aprecie-se, cante aquele samba magnífico, aquela verdadeira arte, que soa em seu ouvido.
Bem
oportuno, o relato de Armando Chafik – diretor deste site carnavalesco
- sobre a sua estadia no Estado do Samba (Rio de Janeiro) e a sua presença
em algumas programações relacionadas ao carnaval, que em alguns
trechos mostra a superioridade capixaba na organização de
eventos da mesma natureza dos de lá ocorridos e faz nos orgulhosos,
apesar de algumas vezes sermos chamados de estado província, devido
à demagogia de alguns intitulados sabedores do assunto, mas anônimos
em suas opiniões. O fato é que estamos em crescimento e com
superioridade em algumas coisas ao nosso estado vizinho, que a bem mais
tempo vêem se investindo no turismo carnavalesco. No ano passado,
espero que continue este ano; tivemos a inovação da apresentação
de uma escola concorrente, na quadra da outra e vice-versa, dissipando aquelas
rivalidades antigas que existiam fora das quadras e alguns casos, até
com agressões físicas. A rivalidade deve existir sim, no ziriguidum,
no samba no pé, no dia da disputa e no sambódromo.
* Max Ney Telles é funcionário do Banestes, poeta e formado em Biblioteconomia pela UFES.
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