A FORÇA DE UM ENSAIO
por Leandro Maciel Costa

 

Não é novidade que um campeonato se ganha na avenida, mas as chances dele ser conquistado aumentam principalmente quando a escola se prepara o ano inteiro. E esta preparação vem iniciada principalmente de um planejamento estratégico, que deve ser muito bem pensado pela Diretoria de cada agremiação. E lembrando, que planejar não gasta verba.

Tomemos os ensaios como importante fonte de recursos. É imprescindível que cada agremiação proporcione nos seus respectivos ensaios não apenas o esquema - bateria, intérpretes, passistas e Mestre-Sala e Porta-Bandeira - mas que transforme este evento em um show, que deve ter uma programação contendo início, meio e fim. É um sinal de respeito ao cliente que paga o ingresso e vai se divertir na sua escola de coração. As coisas devem funcionar como uma linha de montagem, sem muito espaço para improvisos desnecessários que causem desconforto nos pagantes. Atrações definidas, previamente escaladas com seus respectivos horários para que ao término de uma, não fique aquele vazio que deixa claro uma falta de profissionalismo.

Encarar este folião como um cliente é oferecer além de um bom ensaio, boas condições para que ele possa curtir. Um local limpo (principalmente banheiros), boa sonorização e principalmente, que a bebida esteja gelada! Interação entre locução de palco e bateria, quando um fala/toca, o outro deve parar. O folião merece respeito. Sou muito suspeito de falar sobre os ensaios da agremiação da qual participo, mas a filosofia da Unidos de Jucutuquara é proporcionar ao pagante um show, para que o nosso “folião-cliente” sinta-se satisfeito e retorne todos os domingos, e se possível, trazendo mais gente. Essa é a melhor propaganda. O objetivo é de trazê-los não apenas para os ensaios, mas também para o nosso desfile. Assim como um produto ou serviço que adquirimos, proporcionar valor superior ao nosso pagante é o principal propósito.

A parte da escola deve ser feita, mas a do folião também. E amando sua escola de coração, não deve de forma alguma ficar insistindo para entrar de graça nas quadras, tem que valorizar as agremiações. É muito complicado o primo do amigo do vizinho que chega na porta da escola, diz que conhece “A” ou “B” e pede pra entrar. E também as ditas autoridades que chegam carregados de assessores (e primos e amigos e vizinhos dos mesmos) também querendo cortesias. Se valorizam os ensaios cariocas quando por lá estão, qual o motivo de não valorizar aqui?

Outro ponto importante é a inovação. Apresentações constantes, mostrar os variados segmentos da cada escola, sorteios de fantasias, um telão transmitindo futebol, grupos de samba se apresentando nos intervalos. Mas para isso, de antemão, é necessário deixar o bairrismo de lado. Em muito se critica as inspirações vindas das quadras cariocas, mas se tiver algo “de lá”, que pode ser rentável para nossas escolas (e todas precisam de retorno, sem exceção), deve ser implantado “aqui”, ou pelo menos, adaptado a nossa realidade. Certamente muitas são as opções para transformar o ensaio em um evento de sucesso, e muitas não estão neste texto. O ensaio quando bem planejado, sempre trará boas receitas para qualquer agremiação.

 

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* Leandro Maciel Costa é graduado em Administração de Empresas, Especialista em Gestão Empresarial e Planejamento Estratégico, integrante da Harmonia e atual Diretor de Eventos do GRCES Unidos de Jucutuquara, biênio 2009/2010.

Sugestões, dúvidas, criticas ou elogios, favor entrar em contato com:
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