OS MELHORES SAMBAS ENREDOS DO CARNAVAL CARIOCA

MOCIDADE INDEPENDENDE DE PADRE MIGUEL

É muito difícil escolher os sambas da Mocidade, sou torcedor da escola, adoro a maioria dos sambas e acredito que acabei talvez realizando alguma injustiça em prol de meu gosto pessoal, mas uma escola com uma safra tão boa quanto a da década de 90, só dez sambas é muito difícil, já nos anos 2000-2007 a agremiação caiu de rendimento, realizando no máximo três bons sambas, mesmo assim nenhum de grande apelo popular.

Ziriguidum 2001 (1985):
Grande clássico da Mocidade, um bom samba, contagiante e marcante, com esse enredo a agremiação passou a ser um exemplo de modernidade no grupo especial, um enredo visionário que se fortaleceu em um samba ágil e melodicamente diferente.

Sou a Mocidade
Sou independente
Vou a qualquer lugar
Vou a Lua, vou ao Sol
Vai a nave ao som do samba
Caminhando pelo tempo
Em busca de outros bambas

Vira, virou, a Mocidade Chegou (1990):
Um dos meus sambas prediletos, uma verdadeira virada na história da Mocidade, a agremiação passou a ganhar e disputar títulos até o final dos anos 90, um grande samba que conta a história da própria escola , refrões inesquecíveis, melodia animada, ótima letra, um sambão.

A vira virou, vira virou
A Mocidade Chegou
Virando nas viradas dessa vida
Um elo, uma canção de amor
...
Sou independente
Sou raiz também
Sou Padre Miguel
Sou Vila Vintém
...
Meu ziriguidum fez brilhar no cêu
A estrela guia de Padre Miguel

Chuê, Chuâ... as águas vão rolar (1991):
Simplesmente um dos melhores sambas dos anos 90, uma obra prima, um dos meus prediletos e um dos grandes clássicos da Mocidade. A sua melodia é fantástica, o samba animado de refrões cativantes, merecidamente premiado com o Estandarte de Ouro de melhor samba e Mocidade bi-campeã do carnaval carioca, meu trecho predileto é na segunda parte do samba após o refrão do meio, a melodia é maravilhosa.

É no chuê, chuê
É no chuê, chuá
Não quero nem saber
As águas vão rolar
...
Da vida sou a fonte de energia
Sou chuva, cachoeira, rio e mar
Sou gota de orvalho, sou encanto
E qualquer sede posso saciar

Sonhar não custa nada! Ou quase nada (1992):
Outro grande clássico, foram três anos seguidos de belos e inesquecíveis sambas, a melodia é mais cadenciada que a dos anos anteriores mas sem perder a vibração, os refrões contagiantes e uma letra muito bem desenvolvida.

Sonhar não custa nada
E o meu sonho é tão real
Mergulhei nessa magia
Era tudo que eu queria para esse carnaval
...
Estrela de Luz
Que me Conduz
Estrela que me faz sonhar

Avenida Brasil, tudo passa, quem não viu? (1994):
Muitos não o consideram um grande samba, mas eu o adoro, tem dois momentos melódicos maravilhosos, a letra é boa e Wander Pires em seu primeiro ano pela Mocidade dá um show.

Linha vermelha vem cortando a maré
É a bailarina da cidade
Ziguezagueando eu vou
Outra vez com a Mocidade
...
Sou passageiro da alegria
O meu destino é o prazer
Passo por ela todo dia
Hoje ela passa por você

Padre Migue, Olhai por nós (1995):
O samba de 1995 é bem cadenciado, possui uma letra muito bem elaborada e melodia “pesada”, o seu refrão principal é explosivo em contraste com o restante da obra, um bom samba.

Padre Miguel, Padre Miguel
Olhai por nós, olhai por nós
Se liga nessa gente tão sofrida meu senhor
Ta sempre aguardando sua voz

Criador e Criatura (1996):
Grande samba, a Mocidade novamente foi campeã com essa obra leve, de melodia animada e refrões empolgantes, mas sua principal característica é uma letra criativa e correta.

A mão que faz a bomba, faz o samba
Deus faz gente bamba
A bomba que explode nesse carnaval
É a Mocidade levantando seu astral

De Corpo e Alma na Avenida (1997):
Obra prima, é uma obra criativa, pomposa, de letra esplendida e beleza melódica, um samba elaborado onde toda criatividade de letra e melodia ficam evidentes na 2° parte do samba, mais um Estandarte de Ouro para Mocidade.

Máquina da vida
Mão abençoada foi quem criou
Nasce, cresce, envelhece
A mente comanda, o corpo obedece
Es célula viva, corre na veia da gente
Luz que bilha no ventre
Raiz dos seus descendentes
Senhor que criou nesse mundo a matriz
Faz esse povo feliz

Villa-Lobos e a apoteose brasileira (1999):
Muitos idolatram esse samba da Mocidade, sua letra é correta, possui uma melodia pesada mas de qualidade, boa interpretação, mas o considero apenas um bom samba, talvez seja o maior exemplo dos saudosistas torcedores da agremiação em seu ultimo grande respiro no grupo especial, não é um dos meus prediletos, mas obrigatoriamente teria que fazer parte desta lista.

Villa-Lobos é prova de brasilidade
Sua obra altaneira
Vem na voz da Mocidade
Cantando a apoteose brasileira

Verde, Amarelo, Azul, Anil - Colorem o Brasil no ano 2000 (2000):
Mais um samba que gosto muito apesar de não ser uma obra prima, acho a melodia bem realizada, boa letra e o refrão principal sensacional.

Viver em paz, pra ser feliz
É só amar nosso país
É preservar o que se tem
Seguir a Deus, plantar o bem
É abraçar o nosso irmão
Ao inimigo só perdão
A nossa estrela vai brilhar
E a Luz da Paz eternizar

Troféu Boi com Abóbora
Não Corra, não mate, não morra (2004):

O samba de 2004 é considero não só um dos piores da Mocidade como também entre todas as escolas do carnaval carioca, possui uma letra fraca assim como o enredo, além de uma melodia pobre, muito cadenciada para um enredo nada empolgante, a iniciativa foi boa mas como desfile de escola de samba não funcionou.

Pare, pense
Olhe a sinalização
Proteja quem te ama
Siga em paz na direção


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por Gustavo Fernando
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