ENTREVISTA COM CARMINHA DIRETORA DA PIEDADE

Ficha Técnica

 

"COM SANGUE ADUBEI A TERRA
COM SUOR IRRIGUEI A PLANTAÇÃO
COM LÁGRIMAS CONQUISTEI A LIBERDADE
POR ESTA PÁTRIA HOJE DOU MEU CORAÇÃO
SOU ARTE, SOU CULTURA, SOU HISTÓRIA
UM ROSÁRIO DE VITÓRIAS
A MUSA QUE AO POETA INSPIROU
ALMA DE UM POVO QUE CULTUA A MEMÓRIA
UM CIDADÃO QUE SE ORGULHA DA COR
VIVO O PRESENTE PRESO NO PASSADO
DE UM CATIVEIRO QUE ACABOU
SOU PAI, FILHO E NETO DE SAMBISTA
NESTE PALCO SOU ARTISTA
DESSAS ORIGENS SOU REI SIM SINHÔ
MEU REINO DE AMOR E BELEZA
RACISMO, MALDADE E TRISTEZA NÃO PODEM EXISTIR
MANDALA NAS CORES DA PIEDADE
GRITA CONTRA O APARTHAID
PARA O MUNDO INTEIRO OUVIR
POR ISSO QUE PROCLAMO A REALEZA
NA CERTEZA DO QUE EU FIZ NÃO FOI EM VÃO
SOU NEGRO POR OBRA DA NATUREZA
PERANTE OS DEUSES TODOS NÓS SOMOS IRMÃOS!”
(Dessas origens sou rei sim sinhô – Manoel de Souza Junior, Edmilson Caroço e Edson Papo Furado)

 

Se essa rua fosse minha brincava o meu samba, no berço volto a ser criança...” Estava passando pela rua Sete de Setembro para fazer uma visita lá naquela montanha onde as pedras são vizinhas de muita gente boa da Piedade, de repente alguém grita de dentro do boteco: “Negrinha do cabelinho de pico!” Respondi: “Na volta eu te xingo todinho” (risos).

Mas não xinguei, porque o que eu encontrei foi uma verdadeira moqueca de siri-açu preparada pelo Dr. Renato Galveas, e o Papo Furado me ofereceu dizendo: você sabe que eu te amo né! Então não tinha mais nada a dizer e sim saborear aquela iguaria com uma cerveja bem gelada e jogar conversa fora.

A entrevistada de hoje é uma pessoa que conheço desde pequenina, ela é de lá onde mora o samba. Praticamente crescemos juntas quando eu ia para casa de meus avós e tios. O nome dela é Maria do Carmo Pascolar Cardoso (Carminha), que nasceu no Morro da Piedade, nos braços de sua avó. Profissão: Pedagoga, casada e mãe do Michael e Aline. Ela mora num lugar privilegiado que é bem na divisa entre os morros Fonte Grande e Piedade. A paixão por sua escola do coração é tão fiel que a mesma não consegue desfilar em nenhuma co-irmã, ou até mesmo ir a outros ensaios. A Carminha sempre teve uma responsabilidade para com a Unidos da Piedade, sempre suas alas foram bem aceitas e bem confeccionadas. Não esqueço da batalha árdua que travamos juntas com mais alguns amantes da escola para que o cinquentenário da mais querida fosse comemorado na avenida com dignidade, conseguimos...

E como conseguimos! Meu tiozinho “Zé Bubu”, e outros mais sabem muito bem como foi esta batalha! E tenham “Piedade” de nós! E o resultado para a Carminha foi ainda mais positivo, pois sua ala que era de pierrôt até hoje há quem diga, que ainda não passou ala mais bonita na passarela do samba capixaba e eu concordo. Costumo dizer que ela é a resistência da Piedade, porque entra diretoria, sai diretoria, e a mesma está ali juntinha brigando muito para não deixar a escola mais tradicional do carnaval capixaba acabar.

Esta sambista passa pelo nosso carnaval no anonimato, assim como tantas outras pessoas, que vão deixando suas contribuições nos bastidores de suas escolas de coração para que a passarela do samba brilhe cada vez mais e melhor. “E viva o samba!”

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SUA CHEGADA AO SAMBA COMO FOI?

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Desde que nasci no dia 12 de março. Comecei a desfilar com menos de sete anos de idade e sempre apaixonada pelo samba, isso veio nas minhas veias, é uma coisa que não sei explicar. Desfilei pela primeira vez na Acadêmicos do Moscoso por conta da minha mãe. Não era Lyra do Moscoso, A Lyra veio bem depois e quando a Lyra surgiu a Acadêmicos já estava extinta.

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O QUE É UMA ESCOLA DE SAMBA PRA VOCÊ, PORQUE A PIEDADE?

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Ai meu Deus, isso é muito difícil! Fácil e difícil. Escola de samba pra mim, como já te falei, primeiro tem que correr nas veias, você tem que ter sangue pra poder brigar, brigar no bom sentido. Escola de samba é alegria, felicidade prazer, raça, elevação da auto-estima... Mesmo com todos os problemas que encontramos. Sou Piedade porque nasci e fui criada no morro da Piedade, então foi a escola que eu conheci primeiro. Quando a minha mãe me levou para desfilar na Acadêmicos do Moscoso, eu fui, mas eu queria a Piedade, meu pai era da Piedade. Então como eles já estavam separados na época, minha mãe não deixou eu desfilar na Piedade para não dar o braço a torcer. Mas como eu sempre fui decidida, no ano seguinte falei se eu não desfilasse na Piedade não desfilaria em nenhuma escola. Hoje as comunidades se uniram e se tornaram uma só escola, Moscoso, Piedade e Fonte Grande. A Piedade é minha escola, eu não desfilo em nenhuma outra porque não consigo, sou a verdadeira bairrista.

E SUA PARTICIPAÇÃO ATIVA DENTRO DA ESCOLA COMO ACONTECEU?

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Na minha adolescência já comecei a ser presidente de ala, isso foi nos anos oitenta, era eu e Denize Alvarenga, nós fizemos nossa primeira ala, como ficamos orgulhosas, a ala era de maiôs todos bordados a mão com paetês e miçangas, um luxo, a partir daí não parei mais, até hoje faça chuva, faça sol estou aqui com minha ala. Em dois mil assumi um cargo na diretoria da escola pela primeira vez, em maio de dois mil e cinco assumi a vice-presidência, onde o José Monteiro (Vassoura) foi presidente. Mas como vice nunca representa e não pode tomar decisões, eu não conto isso como participação ativa e sim como representante de chapa. Hoje sou diretora da escola, coordeno a ala dos passistas e continuo com minha ala.

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ALGUMA VEZ VOCÊ JÁ PENSOU EM SER PRESIDENTE DE SUA ESCOLA, PORQUE?
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Não, não. Não, sabe por que? Acho que se eu assumisse a presidência da minha escola eu ficaria louca. Eu quero sempre que minha escola ganhe, e presidente é um cargo que apesar de eu ter responsabilidade, ser presidente requer uma responsabilidade e tempo muito maior do que uma diretoria. E pra eu ser presidente teria que ter um grupo muito bom comigo. Hoje encontramos muitas dificuldades. A Piedade precisa resgatar muita coisa que ficou perdida ao longo destes anos. Se a escola fosse mais unida com certeza eu pegaria a presidência. Mas eu não penso nisso não, eu quero estar sempre ajudando, apoiando, dentro da medida do possível. Você sabe que a gente acaba colocando nosso dinheiro de qualquer maneira, mas eu não quero ser presidente.
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SÃO DEZ ANOS QUE ENTRA PRESIDENTE, SAI PRESIDENTE E VOCÊ SEMPRE TEM UM CARGO NA DIRETORIA DA PIEDADE, COM TODA ESTA EXPERIÊNCIA, QUAL SUA MAIOR DIFICULDADE PARA COLOCAR A ESCOLA NA AVENIDA?
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Realmente estou sempre na ativa da escola, às vezes tentam me colocar na geladeira, mas eu não congelo nunca. Muita gente fica incomodada comigo, principalmente os que chegam agora e não sabem que, o que queremos é simplesmente colocar a Piedade na avenida bonita para disputar um título com as outras agremiações.
Mas nossa maior dificuldade é a falta de estrutura, nós não temos como arrecadar para termos uma receita financeira. Se você quer fazer um evento para dar um mínimo de conforto ao visitante, tem que alugar um espaço, ai é trocar seis por meia dúzia. Porque alugamos sempre locais caros. Fazemos um evento e o desgaste é muito grande e não conseguimos um retorno financeiro razoável. Esta é nossa maior dificuldade a falta de uma sede própria. E tem mais quando conseguimos um espaço, vem um e coloca uma barraquinha de cachorro quente, um churrasquinho, um bar pra vender a cerveja mais em conta e quando você pede uma contribuição para a escola eles são incapazes de fazer este favor.
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A UNIDOS DA PIEDADE TEM QUASE CINQUENTA E SEIS ANOS, É A PRIMEIRA ESCOLA DE SAMBA, VOCÊ NÃO É FUNDADORA CLARO, MAS É NASCIDA E MORA NA COMUNIDADE, NA SUA OPINIÃO PORQUE A ESCOLA NÃO TEM UM ESPAÇO PRÓPRIO PARA FAZER SEUS ENSAIOS E CONFECCIONAR SUA FANTASIAS E ALEGORIAS?
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A escola sempre ensaiou na rua, os presidentes que passaram não tiveram interesse, hoje temos uma diretoria que está sentindo na pele a falta que faz uma quadra, um barracão. Hoje os tempos mudaram e a Piedade não evoluiu. Há um tempo atrás nós tivemos um terreno. Mas eu coloco também a nossa comunidade, os presidentes das comunidades que querem nome não trabalham junto com a escola, eu vejo que há uma divisão muito grande entre escola de samba, comunidade e presidente de associação da comunidade, se estas pessoas se juntassem em prol de uma só causa seria muito melhor pra todo mundo. Não entendo porque os presidentes de comunidades não se unem a escola para fazerem algo e conseguirem um espaço. Acho que com a obra que a prefeitura esta fazendo aqui no morro seria a hora de juntar a comunidade para conseguir um espaço para a escola. Mas faltou boa vontade do presidente da escola de samba e das nossas comunidades. Quando você fala em escola de samba, as comunidades só vêem os diretores, não é isso, não sei como que acontece em outras escolas. A maioria dos nossos foliões são de fora, eles valorizam a escola, pagam fantasias, enchem os ensaios. A comunidade em si, eu falo mesmo, ela não quer pagar eventos feitos pela escola de samba, mas vai a outras agremiações e paga com prazer, e sempre são muito críticos... Então ao invés de somar divide. São poucas as pessoas da comunidade que realmente trabalham para a escola de voluntária, com amor verdadeiro, mas adoram bater no peito e dizer que são Piedade. Eu falo isso e assino, porque sou da comunidade, tenho ala, faço parte da diretoria a muito tempo e sei a realidade da escola.
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HOJE ALÉM DE FAZER PARTE DA DIRETORIA, VOCÊ TAMBÉM COORDENA A ALA DAS PASSISTAS DA PIEDADE, COMO QUE É ISTO?
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Sofriiiiiiiido (risos)! Bem eu comecei com o grupo de passistas na última gestão do Vassoura, onde eu quis criar um grupo para levantar nossos ensaios com algo diferente, sempre com dificuldades de guarda roupas e calçados, até porque elas também não tem como se manter. Este grupo que eu tenho hoje amam a escola e se doam de coração. Começamos com elas ganhando a primeira roupa da escola, e eu comecei a batalhar por mais, ai conseguimos quatro roupas doadas pela escola e elas pagando costureira e tal. Este grupo que tenho hoje são muito comprometidas e sempre bem humoradas, não recebem para se apresentarem e estão sempre as disposições. É um grupo que eu adoro coordenar, a gente se da muito bem. Eu enfrento uma batalha porque tem alguns diretores que não gostam, mas elas são totalmente responsáveis e nunca reclamam de nada e adoram se apresentar pela escola. Eu gostaria de ampliar o grupo, mas as dificuldades são muitas.
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REZA A LENDA QUE VOCÊ É RAIZ DA 1ª ALA DE PASSO MARCADO DO CARNAVAL CAPIXABA, O QUE ME DIZ SOBRE ISSO?
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Sim, o meu pai se chamava Mário César Cardoso e foi um dos criadores da ala dos “Querosenes”, que era todo ano de passo marcado, e todo ano ele ia ao Rio de Janeiro, copiava a coreografia do Império Serrano trazia para Vitória e ensinava os amigos. Tinha até um tipo de seleção para entrar na ala, se o indivíduo errasse muito, se não tivesse uma boa coordenação motora, não podia participar da ala. Meu tio Nedir participava dessa ala, depois o mesmo foi para a escola de samba Santa Lúcia e criou a ala do “Pato” lá, mas só mudou de nome e endereço porque a coreografia era a mesma, ai você imagina a confusão que era. Depois vieram surgindo outras alas como a do “Sente o Drama” na própria Piedade que era do Marquinhos e também em outras escola como a São Torquato.
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E A VAIDADE NA ESCOLA DE SAMBA, VAMOS FALAR UM POUCO?
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Olha Iamara, que pergunta mais difícil essa, porque a vaidade é uma coisa involuntária, ela vem independente da sua vontade. Eu pelo menos tento reconhecer o brilho de cada um, e com as passistas eu sempre coloco que ninguém é melhor que ninguém, sempre coloco a questão do respeito entre todas.
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QUAL O BALANÇO DA UNIDOS DA PIEDADE EM SUA VISÃO NO CARNAVAL DOIS MIL E DEZ?
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Alguém foi irresponsável! Eu ainda não consegui entender bem o que realmente aconteceu. Mas diante das pessoas que ficaram, a escola desfilou pequena porque muita gente foi embora, e o que eu notei foi que quem gosta da Piedade realmente ficou. Antes estava todo mundo muito triste, você via as pessoas chorando, outras discutiam, sem saber o que realmente estava acontecendo. Mas na hora do desfile você via a garra das pessoas como se estivesse desfilando no tempo normal. Eu senti muita tristeza. Este ano pra mim foi muito triste. Nós trabalhamos muito dentro do que nos cabia. Existem pessoas hipócritas e demagogas dentro da nossa escola, ai entra a questão da vaidade que você me falou, pessoas que fingem ser uma coisa e depois são outras. Eu fiquei triste por duas coisas neste ano: a primeira foi o atraso, o transtorno que aquilo causou, a outra tristeza foi que eu esperava um pouco mais dos nossos carros alegóricos, antes estavam fazendo tanta coisa, diziam; não podem ir ao barracão, e nessa hora os dirigentes da escola querem afastar a comunidade que quer trabalhar para colocá-la na avenida com dignidade. Tem o povo da comunidade que aparece de última hora, tem, mas eles vão lá e dão conta. Este ano eles foram impedidos, o que me deixou muito triste. Venho falando isso em reunião, quando falo em comunidade da Piedade não é comunidade do espaço geográfico não, é a comunidade que desfila e gosta da escola independente de onde mora. Nos últimos anos a Piedade não está dando conta de fazer carnaval porque está fechando cada vez mais as portas para quem gosta e quer ver a escola brilhar na avenida. Teve um integrante da escola que já foi diretor e já contribuiu muito que ficou muito decepcionado porque este ano ele foi impedido de ajudar no barracão, ai chega na hora você vê os carros naquelas condições e se você fala eles não admitem, os carros inacabados não foi por conta do atraso, nem de escola A ou B foi por conta da própria Piedade.
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UM MOMENTO MARCANTE DURANTE ESTA TUA VIDA DEFENDENDO A UNIDOS DA PIEDADE E BATALHANDO PARA QUE ELA SEMPRE PASSE NA PASSARELA DO SAMBA COM DIGNIDADE?
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Vou começar pelo ruim que foi o rebaixamento em dois mil e seis, caímos para o Grupo de Acesso, isso nunca tinha acontecido com a Piedade, este foi meu pior momento, eu não acreditava que aquilo estava acontecendo com minha escola. Depois em dois mil e oito quando as fantasias das baianas não apareceram e até hoje ninguém sabe onde elas estão. Ninguém apareceu para explicar. Mas melhores momentos eu tive muitos, muitos mesmos, que compensam todos os ruins, como todas as vitórias que eu participei, esses foram os meus melhores momentos, e eu tenho esperança de ter um dia melhores momentos outra vez. Agora tem os momentos quando eu vejo a gente reunida para fazer um evento e todo mundo trabalhando com alegria, os ensaios mesmo na rua pra mim são melhores momentos, a Piedade bem, pra mim é sempre melhores momentos.
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QUAL A PERSPECTIVA PARA O CARNAVAL DOIS MIL E ONZE?
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Transparência tanto dentro da minha escola, mas no carnaval como um todo. A minha esperança é que não dêem margem para nada que venha atrapalhar o nosso espetáculo que lutamos para conseguir depois de cinco anos sem podermos desfilar. A LIESES é séria e eu acredito neles, a LIESES tem um lado que ajuda as escolas, busca recursos, faz eventos dando oportunidades para todo mundo, fez a Ilha do Samba para as escolas se apresentarem e divulgarem seus pavilhões, estas oportunidades o carnaval capixaba nunca teve. Agora espero que a Liga aja sempre com transparência, porque a credibilidade é uma coisa que ninguém pode perder. O capixaba gosta de desfilar e não podemos tirar isso mais uma vez do nosso povo.
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QUAL A MENSAGEM QUE VOCE NOS DEIXA?

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A mensagem que eu posso deixar para todos é que vivam seus momentos como se fossem o último em nossas vidas, com alegria, amor, muita vontade de fazer carnaval. Mas fazer carnaval de uma forma saudável, sem mágoas e rancores, mas fazer com satisfação. A mensagem que eu deixo é que as pessoas não se achem tanto a ponto de quererem passar umas por cima das outras.

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“SEM LIBERDADE DE CRITICAR, NÃO EXISTE ELOGIO SINCERO”
(Pierre Beaumarchais - Escritor de teatro francês)

 


Carminha com as passistas da Piedade

 


Carminha com familiares

 


Carminha e os passistas da Piedade

 

 



 


 

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