ENTREVISTA COM O CARNAVALESCO DA MUG PETTERSON ALVES
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Técnica |
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"A
CIGANA LEU O MEU DESTINO, EU SONHEI!
Rapaz simples... Eta lelê! Simples nada! Muito vaidoso, vaidoso mesmo, e administra esta vaidade com muita simplicidade. Eu heim! Vaidade com simplicidade?! Vocês entenderam alguma coisa? Nem eu! Mas estou fazendo uso da licença poética, o texto é meu e escrevo do jeito que eu quero e pronto. Ele tem motivo suficiente para ser vaidoso, e um deles foi quando foi campeão pela Mocidade Unida da Glória pela primeira vez. Vamos deixar de blá, blá, blá e começar logo com a introdução do enredo. Estou falando do Petterson Alves, carnavalesco da Mocidade Unida da Glória, filho da Neuza Maria Alves e que nasceu no dia oito de fevereiro. Graduado em comunicação social, mas, sua real profissão é ser carnavalesco e desempenha esta atividade com muito afinco e paixão. Não gosta de ser associado como o Petterson da MUG, mas sim, como o profissional que é, remunerado para desenvolver o seu trabalho porque ninguém é eterno, e um dia pode ser que ele esteja em outra escola de samba, então será o Petterson Alves. Como diz a música do Billy Blanco: “não carrega embrulho”, ele não carrega porque o embrulho é muito pequeno, prefere carregar enredo e colocá-lo na avenida junto com fantasias, alegorias e adereços e tudo o mais que tem numa escola de samba. Procura sempre manter a memória da sua mãe viva no carnaval capixaba, e com razão, pois a Neuza foi uma figura muito marcante, principalmente quando se tratava da Independente de São Torquato, sua escola de coração, onde ela defendia com unhas e dentes e o mastro da bandeira se necessário. Chegamos à quadra da Mocidade justamente no dia da entrega da sinopse para o carnaval dois mil e onze, e nem precisamos dizer o quanto ele estava empolgado com mais uma criação sua que vai para a avenida. Explana um carinho muito grande pela Mocidade Unida da Glória e afirma o porque: “quando ainda muito jovem apresentou um projeto a escola, eles aceitaram e a escola foi campeã do carnaval.” Ele precisa dizer mais alguma coisa? Voltando a mais um trecho da música do Billy Blanco: “a vaidade é assim, põe o bobo no alto e retira a escada, mas fica por perto esperando sentada.” Mas ele que não é bobo nem nada tem sempre um pára-quedas para amortecer sua descida. Não tem restrições em dizer que o carnaval tem que ter luxúria e ostentação, e muito bom seria se todas as escolas do carnaval capixaba brigassem em igualdade. “Esta é a banca do destino”. E Viva o Samba.
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NOS CONTE UM POUCO COMO CHEGOU AO MUNDO DO SAMBA, DESENHANDO FANTASIAS
OU PESQUISANDO ENREDO? |
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A INSPIRAÇÃO DE CARNAVALESCO, COMO SURGIU? |
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QUANDO VOCÊ ASSINOU PELA PRIMEIRA VEZ UM TRABALHO DE CARNAVAL? |
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REZA
A LENDA QUE VOCÊ JÁ FOI PRESIDENTE DE ESCOLA DE SAMBA,
NOS CONTE ESTA HISTÓRIA? |
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x Sim! Com o retorno do carnaval a São Torquato queria voltar resgatando a história da escola, então eles me elegeram presidente por eu ser filho da Neuza Maria Alves, e o fato dela ter sido um nome muito importante na história do carnaval e na Independente de São Torquato principalmente, eles achavam que eu poderia dar continuidade à escola porque a vida da minha mãe era aquilo ali. Mas começamos a trabalhar e vieram às desavenças, a escola começou a crescer, mas houve desavenças internas, então larguei e falei que não queria mais saber de escola de samba, a escola não foi para a avenida, mas eu cumpri o meu mandato mesmo com a escola sem desfilar. Depois houve outra eleição. O meu destino não era para ser presidente de escola. x |
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NOTA-SE
QUE VOCE É UM CARNAVALESCO QUE GOSTA DE DESENVOLVER O SEU PRÓPRIO
ENREDO, PORQUE? |
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x Não é bem assim. No ano da Amazônia, nós fizemos um enredo que não era meu, foi uma releitura do enredo do Sury de Souza, eu trabalhei em cima de uma idéia que já existia e foi muito bom. Na verdade aqui na Mocidade não é de costume abrir concurso para enredo, inclusive ano passado nós questionamos e gostaríamos muito que tivesse concurso, às vezes sou alfinetado por conta disso, tem muita gente dizendo que eu quero ditar as regras do carnaval, não é assim, não sou ditador. Simplesmente eu faço o meu enredo e coloco na mesa e quem quiser pode fazer também, mas cabe a escola aceitar. Aqui na Mocidade a diretoria prefere que o carnavalesco desenvolva tudo. Por outro lado quando eu faço uma sinopse, eu consigo visualizar melhor o que eu quero, não é fácil pegar um trabalho escrito por você, onde ali esta sua idéia, pra outra pessoa trabalhar, de repente você não vai se sentir bem com aquilo que eu vou ver. De repente quem fez o enredo pode ter uma idéia sobre uma alegoria e o carnavalesco pensa em outra coisa, ai pode começar um estresse. O enredo não precisa ser escrito pelo carnavalesco, mas sim de uma pessoa de confiança do carnavalesco, assim eles vão trabalhar em conjunto. Eu torço muito para que a Mocidade aceite um enredo de fora e que eu pudesse desenvolver, para mim seria um desafio. x |
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VOCE É RAIZ DA SÃO TORQUATO, JÁ PASSOU PELO NOVO
IMPÉRIO, MAS HOJE QUANDO SE FALA NO CARNAVALESCO PETERSON ASSOCIA-SE
A MOCIDADE UNIDA DA GLÓRIA, COMO QUE ACONTECEU ESSA QUÍMICA? |
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x Eu digo para todo mundo que eu não sou MUG e não sou da MUG, sou um profissional ao qual fui contratado pela escola e exerço o meu trabalho, se amanhã eu for para a Jucutuquara, Boa Vista, serei o Petterson Alves trabalhando com o mesmo desempenho de um profissional sério. Quando cheguei para ser carnavalesco muitas pessoas queriam que eu adotasse o Petterson da MUG, eu não quis, brinco muito e falo: “eu tenho nome e sobre nome.” Sou o profissional do carnaval. Lógico que eu visto a camisa da MUG, brinco dizendo que minha mãe era vermelho e branco, salgueirense, São Torquato e agora eu estou na MUG e sou vermelho e branco. Tem certos assuntos que são internos da diretoria e às vezes eles querem que eu participe, claro que eu participo porque eu defendo o patrimônio, quero dizer, o carnavalesco esta aqui para fazer com que a escola sempre brilhe, que sempre seja um top de linha as idéias viáveis ou não. Mas a gente tenta fazer o máximo para que as escolas sempre estejam nas páginas de jornais e sempre em evidência. Acho que a função do carnavalesco também é essa. x |
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COMO VOCÊ ADMINISTRA A VAIDADE DENTRO DE UMA ESCOLA DE SAMBA? |
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x A vaidade é muito complicada, a começar quando se fala em escolha de samba. Quando eles falam: o samba de fulano não presta o meu que é melhor, o filho do outro que ganhou é feio o meu é lindo, o meu tinha que ganhar. Eu tive um problema em dois mil e cinco com o carro da ciência, quando eu tinha decidido a fantasia e um tipo de tecido para uma pessoa e ela queria outro, ai eu falei que eu era o carnavalesco, e eu ditava as regras, usei a minha vaidade mesmo. Claro que eu sou bem maleável, mas tem horas que a gente não pode abrir mão de muita coisa, então as pessoas começam a falar que estamos com estrelismo. Tem destaques também que às vezes são complicados, teve um ano que um destaque caiu do carro e quis culpar a escola, mas ele esqueceu que estava completamente bêbado, ele caiu porque não estava conseguindo ficar em pé no chão firme, quanto mais em cima de um carro alegórico em movimento. Ainda bem que ele estava numa altura mais baixa e não teve graves consequências. Mas isso são detalhes de carnaval. x |
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E O ENREDO DOIS MIL E ONZE SOBRE A CERVEJA, A IDEIA FOI SUA OU JÁ
ESTAVA ENCOMENDADO PARA A ESCOLA DESENVOLVER, E A EXPECTATIVA PARA COLOCAR
ESTE ENREDO NA AVENIDA? |
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x Assim como o enredo de dois mil e dez, este da cerveja foi à escola que definiu também, e eu só desenvolvi a pesquisa, para podermos tocar o carnaval. Eu realmente tinha vontade de fazer um outro enredo, tinha duas propostas, mas quando as coloquei na mesa eles me falaram que as propostas eram maravilhosas, mas a escola precisava de um enredo para captar recursos, o famoso enredo caça níquel, então vamos tocar o barco, é esse que vocês querem, vamos levar adiante. Entreguei a sinopse para a escola e a parte de captação monetária vão montar o projeto para correr atrás, porque tem empresa que só esta esperando o projeto ficar pronto para trabalhar em cima. Temos uma grande expectativa para fazer um bom carnaval, não estamos fazendo apologia ao alcoolismo de maneira nenhuma. Vamos mostrar na avenida a história da cerveja. Inclusive eu nem bebo, e nem sou fã da cerveja como bebida. x |
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VOCÊ TEM VONTADE DE FAZER CARNAVAL NA SUA ESCOLA DE ORIGEM, NO
CASO A INDEPENDENTE DE SÃO TORQUATO, MESMO QUE FOSSE PARA FAZER
UM ÚNICO GOL? |
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x Quando terminou o último carnaval, criou-se uma especulação, em torno de minha saída da Mocidade, mas dias depois que fechei o contrato com a MUG, o pessoal da São Torquato esteve em minha casa para conversar sobre as mudanças que estavam acontecendo lá. Então surgiu a conversa que eu estava indo para o Rio de Janeiro. Respondi que isso era pura polêmica que o povo gosta de fazer, recebi o convite sim, perguntaram-me quanto que eu cobrava, falei que eu não sou um carnavalesco caro, caro é minha massa cinzenta, caro é o que eu penso, o carnaval que gosto de fazer é caro, o carnaval é vaidade, luxúria, penso que carnaval é pra quem pode. Agora o fato de gostar de fazer um carnaval caro, não quer dizer que eu não possa fazer carnaval com recurso menor, porque você ser carnavalesco profissional não é só fazer carnaval com quem tem dinheiro não, claro que o dinheiro lhe dá as possibilidades de você fazer um mega espetáculo, mas se não tiver, você pode fazer um carnaval mais simples e também bonito. Agora não adianta uma escola ter dinheiro para pagar o carnavalesco e não ter dinheiro para estruturar a escola, qualquer escola de Vitória se tiver dinheiro para pagar o “Paulo Barros” é fácil, e a estrutura para ele poder trabalhar e as condições financeiras? Claro que eu aceitaria fazer carnaval para qualquer escola, principalmente a São Torquato, mas para isso eu preciso que me paguem, porque eu pago minhas contas, e preciso de estrutura para trabalhar e mostrar o meu trabalho. Em qualquer escola eu quero fazer meu trabalho bem feito. Quando você está fazendo um trabalho numa determinada escola é o seu nome como profissional que esta ali, se vai dar certo ou errado o povo não quer saber, e se der errado quem vai ser crucificado, quem vai tomar tinta, é o carnavalesco, e se der certo o presidente ganha todos os méritos. Mas eu brinco muito aqui na MUG dizendo que se der errado eu levo mais dois para a cruz comigo que é o presidente e o diretor de carnaval (risos). Nós três andamos de mãos dadas, somos os mentores do carnaval da Mocidade. x |
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DIGA UM MOMENTO MARCANTE NA SUA HISTÓRIA DE CARNAVAL? |
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x Foi em dois mil e sete (silêncio)... A quebra do carro (suspiro e silêncio de novo)... Ai gente como era o nome do carro? Agora você me pegou, não consigo lembrar o nome do carro. Na verdade nós tínhamos feito o carnaval, estava todo mundo extremamente empolgado com tudo. A MUG estava como se fosse uma massa de bolo cheia de fermento que você vai batendo e vai crescendo. A Mocidade estava alcançando o status de escola de samba grande, ela estava atingindo um patamar. Aconteceu aquela tragédia... (silêncio). Engraçado que naquele dia, estávamos todos reunidos no hotel, quando o Robertinho me chamou para brindar, então eu falei: ”não, brindam vocês porque eu quero brindar depois”. Naquele dia eu não estava me sentindo bem, parecia que eu já estava prevendo que aconteceria alguma coisa. Não consigo esquecer aquele acontecimento fatídico, até hoje não consigo assistir o dvd. Engraçado que eu achava que o néon do carro abre-alas que não funcionaria, não sei porque. Todo mundo fala que o carro era extremamente pesado, mas não era, ele era feito todo no isopor. Foi ai que eu passei a conhecer o lado da derrota, porque eu entrei no carnaval em dois mil e cinco e fui logo campeão, no ano seguinte fui vice. Quando vi aquela tragédia na minha frente eu fiquei assustado e com um sentimento que eu ainda não conhecia no carnaval, o sentimento da derrota. Mas eu tomei isso como um aprendizado. x |
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DOBRADINHA PETTERSON E MOCIDADE UNIDA DA GLÓRIA, COMO O ROBERTINHO
AGUENTA PITI DE UM ÚNICO CARNAVALESCO POR TANTO TEMPO? |
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x (risos) o Robertinho nos falou que um dia apareceu uma pessoa dizendo que queria ser carnavalesco aqui, o Robertinho educadamente falou que primeiro esta pessoa teria que vir e conhecer a escola para depois ver se realmente queria trabalhar aqui. Então esta pessoa perguntou: ”e como o Petterson veio parar aqui, como que ele conseguiu?” O Robertinho respondeu de novo: “o Petterson foi um caso a parte, foi uma f$#@ bem dada". "Porque além dele ser bom profissional ele é cria da Mocidade também, porque a mãe dele que batizou a MUG. A mãe dele foi porta bandeira da MUG em mil novecentos e oitenta e quatro”. Hoje eu tenho um carinho muito grande pela Mocidade, o Petterson Alves existe porque existe o carnaval, porque existe a MUG. E o meu apreço é muito maior porque foi a MUG que abriu as portas para mim num momento que eu não tinha nenhuma experiência como carnavalesco, a MUG me depositou confiança, se amanhã eu não estiver aqui, eu sempre vou me emocionar na hora que a MUG passar, porque foi aqui que eu coloquei meu primeiro trabalho. E graças a Deus hoje eu conheço o caminho das pedras da Mocidade, e projeto o carnaval em cima do que a MUG me oferece, isso facilita muito em nossa convivência. x |
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E ESTA HISTÓRIA DE VOCÊ IR PARA O RIO DE JANEIRO FAZER
CARNAVAL EXISTE MESMO, OU É PURO BUXIXO? |
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x Menina isto começou quando o presidente da Estácio de Sá esteve aqui na quadra, ele veio aqui umas três vezes acompanhou os protótipos e tal, então começaram as especulações que eu iria para o Rio. Eles vendem o passe da gente sem a gente saber. Lógico que se aparecer uma oportunidade com certeza eu vou, nem que seja para fazer carnaval na Intendente Magalhães, nem que seja para fazer o Grupo C, se a oportunidade aparecer eu vou, vou porque eu acho que é uma somatória pro seu currículo, eu que gosto de carnaval se for convidado, vou e de preferência fazendo a MUG aqui e outra no Rio, faria as duas com muito prazer. Na verdade a função do carnavalesco é projetar o carnaval e daria para eu fazer duas escolas numa boa. x |
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VOCÊ COMO CARNAVALESCO, QUAL A MAIOR DIFICULDADE ENCONTRADA DENTRO
DAS ESCOLAS DE SAMBA CAPIXABAS? |
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CARNAVAL CAPIXABA O QUE TEM A NOS DIZER? |
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O QUE VOCÊ ACHA QUE DEVE SER MUDADO NO NOSSO CARNAVAL? |
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E A MENSAGEM QUE NOS DEIXA? |
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“COMO
SERÁ O AMANHÃ,
RESPONDA QUEM PUDER
O QUE IRÁ ME ACONTECER
O MEU DESTINO SERÁ
COMO DEUS QUISER”
( O
amanhã – União da Ilha do Governador - João Sérgio)



