ENTREVISTA COM O CASAL BRUNO E THALITA

Ficha Técnica

"E Ê, CRIANÇA PRESA Ê, BRINQUEDOS E TRAPAÇAS
QUASE SEM HISTÓRIAS PRA CONTAR...
ESTRELA QUE BRINCA EM MEU PEITO
E ME LEVA PRO CÉU
EM CANTOS CANTIGAS, CANÇÃO DE NINAR.
ME DEIXA NO GALHO, NO GALHO DA LUA
NO CHARME DO SOL PRA ME DISPERTAR.
VEM AMIGO NADAR NOS RIOS
VEM AMIGO PLANTAR MAIS LIRIOS
NO VALE NO MATO E NO MUNDO VAMOS BRINCAR..."
(Amigo do Sol, Amigo da Lua – Benito de Paula)

"HOJE AS CRIANÇAS VÃO SE APRESENTAR!"

Há anos venho escutando esta frase da minha amiga Tânia, e eu acabei também me referindo ao casal entrevistado de hoje como “as crianças”. Até porque uma dessas crianças, eu a acompanho desde a barriga de sua mãe. Já saímos da quadra da Jucutuquara as três da manhã para comer galo ao molho pardo e tomar cerveja gelada na casa dos pais da Thalita. Bons tempos aqueles.

A Equipe Viva Samba resolveu fazer uma visita a casa onde era servido o “galo da madrugada”. Não tinha galo, mas tinha muito bolo. “Olha eu ficando em forma de barril”.

Chegamos e encontramos o primeiro casal de mestre sala e porta bandeira da Andaraí. Então como nosso “grupinho” não brinca em serviço e levamos o carnaval de maneira séria, aproveitamos a ocasião para um bate papo que foi maravilhoso.

Thalita Andrade Silva, nasceu no dia dez de outubro de mil novecentos e oitenta e seis, filha do Carlos Dório Xavier Silva, vocês sabem quem é? O tio Bido, e da nossa queria Tânia Maria Andrade Silva. Graduada no curso de Bacharelado em Relações Internacionais. Adivinhem o que ela mais gosta de fazer? Ser porta bandeira, tanto é, que se tornou uma profissional na área. Depois de cinco anos desfilando como segundo casal ela está empenhada a fazer bonito na avenida. Seu sonho não é diferente das outras portas bandeiras, é simplesmente conquistar a nota máxima junto com seu mestre sala.

Bruno Santos Filho, filho da Delba Santos Filho, a “Binha”. Nasceu no dia vinte e um de dezembro de mil novecentos e oitenta e quatro. Técnico em Enfermagem e mestre sala sempre. Adoro ver este jovem com cara de criança travessa bailando, ele tem uma ginga que é só dele. O Bruno também está com sede de avenida e está trabalhando para buscar a nota maior. Depois de cinco anos sem ter a adrenalina correndo em seu corpo, agora mais amadurecido, ele sonha com o dez na avenida. Talento e experiência, eles tem: em dois mil conquistaram o prêmio do jornal “O porrete” de casal revelação, dois mil e dois troféu “A Tribuna” de melhor mestre sala e porta bandeira, dois mil e quatro troféu “celebridade do samba” de melhor casal e “SS Produções” de melhor mestre sala, dois mil e sete e dois mil e nove troféu “Sinvaldo Siri” de melhor segundo casal.

Eles se especializaram com os professores: Marcilio Pinto, ex-Tijuca e Imperatriz Leopoldinense, atual mestre sala do Acadêmicos do Sossego, e da Soninha, ex porta bandeira da Mocidade Independente de Padre Miguel. O Bruno e a Thalita atribuem a eles tudo que aprenderam. Mas também não se cansam de agradecer aos pais da Thalita que sempre estiveram do lado deles em todos os momentos. O tio Bido e a Tânia são tudo que eles precisam para manter inclusive o controle da vaidade. Como diz o próprio Bruno “eles são nossos padrinhos”. E são mesmo porque eles tem tudo registrado sobre a vida desses jovens desde o início da carreira até a última reportagem.

 


NOS FALEM SOBRE A CHEGADA DE VOCÊS NO SAMBA?

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Cheguei aos sete anos. Comecei desfilando na ala infantil da Jucutuquara, depois fui passista mirim, logo o carnaval entrou em recesso. Mas em Jucutuquara tinha o bloco que todo ano ia para as ruas do bairro, eu acompanhava a Elaine como porta estandarte. Em noventa e nove já com o retorno do carnaval, fui chamado para ser mestre sala mirim da Jucutuquara junto com minha prima Simone. Em dois mil estreei como primeiro junto com a Thalita.

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Durante o recesso das escolas minha mãe me fantasia e eu acompanhava o bloco no carro de som junto com meu tio Xavier que era intérprete e meu pai. Com o retorno das escolas desfilei no carro alegórico da Jucutuquara. Em noventa e nove entrei no projeto do Genivaldo para casais de mestre sala e porta bandeira, mas desfilei como passista mirim, só desfilei como porta bandeira em dois mil. Na verdade eu e o Bruno fomos convidados para sermos o segundo casal, mas houve um contratempo com o primeiro casal que era o Darlô e a Débora na época, ai eu e o Bruno assumimos o papel de primeiro faltando pouco mais de um mês para o desfile.

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PORQUE A DECISÃO DE SEREM MESTRE SALA E PORTA BANDEIRA? INFLUÊNCIA DE FAMÍLIA, OUTROS CASAIS, OU SIMPLESMENTE POR GOSTAREM DO BAILADO?

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Na verdade eu ficava meio que dividido. Eu não sabia se queria ser passista ou mestre sala. Lembro que gostava muito de ver o Maurinho dançando. Mas a minha influência mesmo foi com o Beto e a Verônica. Quando eu os via bailando sempre falava a minha mãe que queria ser como eles. Desde pequeno eu passava a noite toda assistindo o desfile do Rio de Janeiro só para ver os casais de mestre sala e porta bandeira, e ficava tentando imitá-los. Eu adoro ser mestre sala, acho que está no meu sangue sempre fico encantado ao ver um mestre sala bailando.

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Eu não tive influência familiar, apesar de ser filha de sambistas, meu pai sempre foi de dirigir a harmonia, sempre fez parte da diretoria e minha mãe era passista e eu já bem pequena colocava um pano de prato na vassoura e dava uma de porta bandeira. Sempre tive um encantamento ao ver um casal de mestre sala e porta bandeira dançando. É muito bonito você assistir um desfile com todo mundo sambando em um ritmo e no meio tem só aquele casal dançando de forma diferente. A minha inspiração também veio do Beto e Verônica.

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THALITA, VOCÊ RECUSOU UM CONVITE QUE A MAIORIA DAS PORTAS BANDEIRAS ACEITARIAM COM LOUVOR, O DE SER PRIMEIRA PORTA BANDEIRA DA UNIDOS DE JUCUTUQUARA PARA O CARNAVAL DOIS MIL E DEZ, PORQUE ESTA RECUSA?

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Bom quem conhece a minha história e a do Bruno, até mesmo a própria Bernadeth que nos ajudou muito no começo de tudo sabia que esta hipótese estaria fora de cogitação. Não que eu não saiba dançar com outro mestre sala e que o Bruno não saiba dançar com outra porta bandeira, nós estamos preparados. Jamais vou me desfazer de qualquer mestre sala, quero que isto fique bem claro. Mas eu e o Bruno nos encaixamos de uma certa maneira com o nosso jeito de dançar que eu não me vejo dançando sem ele. E também nós temos uma história juntos como mestre sala e porta bandeira. Na reunião quando aconteceu o convite eu respondi que o Bruno é o meu amor e ele eu não largo, é pessoal mesmo, antes dele ser meu parceiro ele é meu amigo e nós não abrimos mão disso a nossa história não é só de carnaval, é também de vida, o Bruno é meu irmão de coração e de outras vidas também. Tem coisas que a gente não consegue explicar, mas conseguimos sentir. O Bruno é a extensão do meu corpo quando estou dançando. O João Felipe é um excelente mestre sala, eu sei disso. Mas eu e o Bruno somos parceiros, temos a química certa, somos amigos enfim, eu recusei o convite e não me arrependo jamais. Eu me emociono muito quando falo nisso. A Bernadeth foi muito criticada quando ela nos colocou como primeiro casal, porque éramos muito jovens, mas ela confiou, e confiou muito na gente. Hoje nós temos o direito de fazer nossas escolhas, temos maturidade para assumir o posto de primeiro casal. Mas eu não abro mão do Bruno e nem ele de mim. Esta foi a minha decisão e será sempre.

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E VOCÊ BRUNO, SUA REAÇÃO AO VER A POSSIBILIDADE DE NÃO DANÇAR COM A THALITA, O QUE SENTIU AO SABER QUE ESTA PARCERIA PODERIA SE DESFAZER?

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Confesso que a minha reação não foi muito agradável, eu não gostei mesmo. Até porque eu já sabia desta história toda e também sabia da decisão da Thalita, no entanto eu deixei para ela responder. Eu também não esperava este tipo de convite, até porque as pessoas sempre reconheceram nosso trabalho sempre apostaram e confiaram na gente. Então eu fiquei surpreso e decepcionado ao mesmo tempo. Mas nós não temos uma vida só de escola de samba, temos uma vida fora também, uma vida de amizade, carinho e respeito um pelo outro. Acho que nosso destino foi traçado. Se hoje nós temos este reconhecimento e respeito foi com muito esforço para conquistarmos um espaço no carnaval capixaba. Já passamos por isso antes, só que foi o inverso. Quando eu recebi o convite de desfilar sem a Thalita em dois mil e três, eu recusei, ai a diretoria voltou atrás e nós continuamos juntos, mas a pressão foi muito grande então saímos, voltamos em dois mil e cinco como segundo casal. Mas toda escola tem que ver o que é melhor para ela e nós somos hoje profissionais do carnaval e hoje sabemos que temos potencial para voar mais alto.

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QUANDO FOI ANUNCIADA A SAÍDA DO SEGUNDO CASAL DA JUCUTUQUARA, SABEMOS QUE O ASSÉDIO DE OUTRAS AGREMIAÇÕES FOI MUITO GRANDE, PORÉM O MUNDO DO SAMBA TINHA A CERTEZA QUE ESTE MESMO CASAL IRIA PARA A SÃO TORQUARTO POR MOTIVOS ÓBVIOS, PORQUE NÃO FORAM, O CONVITE NÃO ACONTECEU?

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Convite não, aconteceu um contato, a escola nos procurou para saber o que o casal queria, colocamos toda a situação, falamos o que nos era importante, porque a Jucutuquara sempre nos deu toda estrutura de espaço de fantasia... Sempre tivemos boas fantasias, porque o Carlão é excelente sempre caprichou na nossa roupa, pra mim ele é o melhor. Mas a São Torquato nos ouviu e não nos fez uma proposta. A Andaraí nos procurou na pessoa do Paulo Balbino na época, e nos fez propostas boas, mas também não aconteceu. Depois disso nós conversamos diretamente com o presidente Thiago Nunes e decidimos ficar na Andaraí porque ele nos deu uma boa estrutura, o que realmente a gente precisava, como o direito de se apresentar bem.

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VOCÊS ESTÃO COM A RESPONSABILIDADE DE SEREM O PRIMEIRO CASAL DEFENDENDO O PAVILHÃO DA CO-IRMÃ ANDARAÍ, E AGORA?

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Estamos seguros, mas ao mesmo tempo apreensivos, foram cinco anos como segundo e isso requer um pouco mais de preparo e muito mais cuidado. Tem cobrança, tem, e isso é natural porque saímos de uma escola grande, e mesmo como segundo casal nós fizemos um nome. Sempre tem um friozinho na barriga até porque estamos indo para uma agremiação diferente, que não é sua, não é da sua comunidade. Acho que se fosse na nossa escola a cobrança seria menor até pelo fato de sermos da comunidade. Mas a Andaraí confiou no nosso trabalho e nós vamos fazer o máximo para retribuir. Assim como a Bernadeth nos falou que a Jucutuquara tem dois grandes casais, acho que está na hora de um casal sair e ir para outra escola mostrar seu trabalho.

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Realmente é uma grande responsabilidade, mas não topamos esse desafio do nada. Nós poderíamos ficar muito bem quietinho com o papel de segundo casal seria bem confortável para nós. Se não tivéssemos confiança de que somos capazes de defender uma agremiação não iríamos, vamos dar todo o nosso potencial, não prometemos notas porque isso é com os jurados, mas prometemos entrega total. Confio muito no meu mestre sala e ele também confia em mim. Sabemos que vamos fazer um bom trabalho e estamos batalhando para isso.

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UM MOMENTO MARCANTE DURANTE ESTA TRAJETÓRIA DE DESFILE?

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O carnaval de dois mil e dois na Jucutuquara, o retorno do Sambão do Povo e todo mundo nos apoiando, eu tinha quinze anos e o Bruno dezesseis, a comunidade toda nos abraçou, eu vinha representando Iemanjá e o Bruno Ogum, e foi justamente no dia dois de fevereiro dia de Iemanjá. Era tudo muito novo para nós, depois de muitos anos o carnaval voltou a ter jurados, e nós éramos o primeiro casal e conquistamos a segunda maior nota, perdemos apenas para o casal da Imperatriz do Forte que eram do Rio. Nossa, foi de uma importância muito grande,mesmo com parte da escola acreditando e a outra parte questionando nós conseguimos ajudar a nossa escola ser campeã.

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Pra mim também foi dois mil e dois. Nós já entramos na avenida com uma grande responsabilidade. Sem contar com a chuva que estava, mas na hora do desfile da Jucutuquara o céu estrelou, foi maravilhoso. O desfile foi muito emocionante. E quando nós desfilamos pela primeira vez no Rio, mesmo não sendo numa escola de samba. Mas quando pisamos na Marquês de Sapucaí pela primeira vez desfilando com a escolinha do mestre Dionísio, foi muito legal, foi tudo muito lindo.

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COMO QUE É ADMINISTRAR A VAIDADE NO SAMBA?

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Quando eu era mais nova era muito difícil lidar com isso. Dois adolescentes com uma grande responsabilidade. Então era papai e mamãe sempre puxando a gente para controlarmos a nossa vaidade, senão a gente saia voando mesmo. Nosso trabalho sempre foi muito bem visto e elogiado. Se a gente absorvesse tudo que ouvíamos seriamos um casal insuportável. Hoje é muito mais difícil lidar com a vaidade e o ego de outras pessoas, o nosso a gente controla a gente sabe até onde temos que ir... Já tentaram fazer conflitos internos entre nós e o João Felipe e a Andressa, mas não conseguiram, porque nós quatro administramos bem isso. Existem pessoas que quando estão com o ego exaltado e o poder na mão se tornam extremamente perigosas. É muito chato e difícil administrar isso.

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Eu pra ser sincero já fui de me preocupar muito com isso, já fui muito mais esquentado, eu não era muito de aceitar colocações de certas pessoas. Agora eu estou mais amadurecido, sei que sou profissional, tenho a humildade de aceitar qualquer tipo de critica, mas também sei como rebater. Como começamos muito novos, a nossa vida era dançar, éramos mestre sala e porta bandeira mas não sabíamos o verdadeiro significado de ser um mestre sala e porta bandeia, então as pessoas falavam coisas que às vezes eu não entendia o porque estavam falando aquilo, eu queria era dançar.

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MENSAGEM PARA O MUNDO DO SAMBA:

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Primeiro eu quero agradecer ao presidente Thiago Nunes da Andaraí e toda a comunidade que nos abraçou. É muito legal a maneira que estamos sendo tratados lá, onde estamos se tem alguém da escola eles vêem até nós nos cumprimentam tiram fotos...
Agora a mensagem que vou deixar é para os casais que estão iniciando, “não desistam nunca, vão à luta, batalhem pelo seus objetivos” e agora é rumo ao carnaval dois mil e dez.

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Basicamente tudo o que o Bruno falou. Que os casais que estão chegando acreditem no seu potencial, temos casais aqui que não devem nada para os casais de fora, mas para sermos bons precisamos e muito trabalho e dedicação. Seria bom se as agremiações investissem mais nos casais de Vitória e nos profissionais de Vitória. Aqui tem matéria prima pra isso. Desejamos um bom carnaval a todos e rumo a dois mil e dez.

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“AMIGO É COISA PRA SE GUARDAR
DEBAIXO DE SETE CHAVES
DENTRO DO CORAÇÃO, ASSIM FALAVA A CANÇÃO
QUE NA AMÉRICA OUVI
MAS QUEM CANTAVA CHOROU
AO VER SEU AMIGO PARTIR...”
(Canção da América – Milton Nascimento)

 


Bruno e Thalita no Carnaval de 2002


Bruno e Thalita

 

 

 


 

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