ENTREVISTA COM O COMPOSITOR CLAUDINHO VAGAREZA

Ficha Técnica

“MINHA VIDA É ANDAR POR ESTE PAÍS
PRA VER SE UM DIA DESCANSO FELIZ
GUARDANDO AS RECORDAÇÕES
DAS TERRAS ONDE PASSEI
ANDANDO PELOS SERTÕES
DOS AMIGOS QUE LA DEIXEI...
CHUVA, SOL, POEIRA E CARVÃO.
LONGE DE CASA SIGO O ROTEIRO MAIS UMA ESTAÇÃO...”

Vida de Viajante - (Luiz Gonzaga e Hervê Cordovil)

Hoje vamos falar de um compositor que não está no nosso dia a dia. Vamos falar de um “forasteiro” que passa pela nossa cidade e deixa seu recado bonitinho. Em dois mil e nove, fez um samba para a Unidos de Jucutuquara que não ganhou o concurso, mas muita gente elogiou como sendo um dos melhores do ano. Agora para dois mil e dez fez um samba para a Mocidade Unida da Glória, que também está sendo muito elogiado, e desta vez este samba vai para o nosso Sambão com toda a pompa que a cidade homenageada merece. Concorreu e ganhou também o samba na Escola Novo Império, e tem mais um detalhe, no Rio de Janeiro ele está concorrendo na Beija Flor de Nilópolis e na Estácio de Sá.

Vamos falar de um rapaz que demonstra uma simplicidade e um talento muito grande. Observei isso com o pouco contato que tive. Ele é de poucas palavras, foi muito gentil e simpático com nossa equipe. Quando chegamos à quadra da Mocidade, ele estava em êxtase, pois acabara de receber o resultado positivo da sua obra. Claro que o trabalho não foi só dele temos também que ressaltar os seus parceiros que foram: Diego Nicolau, Mauricio Bona e Thiago Britto. Na Escola de Samba Novo Império seu samba foi com a parceria de: Thiago Daniel, Dudu Botelho, Silvia Botelho, Douglas Jacaré e Thiago Brito.

O compositor ao qual estamos falamos chama-se Cláudio Henrique da Fonseca. Nasceu na Cidade maravilhosa, no bairro da Penha no dia vinte e um de dezembro de mil novecentos e setenta e dois. Sua profissão: músico e compositor. Casado, tem filhos, adora futebol. Sua comida favorita é uma boa feijoada e lasanha.

O “Claudinho Vagareza” (assim que gosta de ser chamado), mora em Brasília, capital de nossa nação, cidade esta, que a Mocidade Unida da Glória e a Beija-flor estão homenageando para o próximo carnaval.

“DEIXEI DE SER MODERNA PARA SER ETERNA...
BRASILIA! DA PROFECIA DE DOM BOSCO À REALIDADE DE JK”.
(Enredo da Mocidade Unida da Gló
ria)


Qual foi sua primeira composição de samba enredo?
Foi em mil novecentos e noventa e oito, Capela Imperial de Brasília.
Outros gêneros musicais, você tambem compõe?

X
Sim. Gosto muito de compor pagode e MPB.


Sua chegada no samba capixaba, como foi?
Foi a convite do Leandro, que hoje faz parte da Velha Guarda Musical da Jucutuquara. Ele conheceu meu trabalho em Brasília, gostou e me fez o convite para compor na Jucutuquara.
Já teve algum samba que foi para a avenida? Qual foi a sensação?
Já tive vários. A sensação é maravilhosa. Ver o povo cantando uma obra sua, é muito emocionante.
Compositor x intérprete x bateria, nos fale?
É a química do carnaval, sem este entrosamento não existe desfile.
A vaidade entre os compositores de escolas de sambas é imensa, como administra?
É complicado administrar a vaidade. Cada compositor acha a sua obra sempre é a melhor. O que tem que haver é respeito.
Quem gostaria de ver desfilando interpretando um samba seu?
Neguinho da Beija Flor.
Para uma escola fazer um bom desfile o que você acha nescessário?
A integração da escola com o desfile. Bom samba, uma boa bateria, um bom conjunto e principalmente uma harmonia perfeita.
O samba que concorreu em Jucutuquara para o carnaval 2009 apesar de não ter sido contemplado, o tornou conhecido em Vitória, pela qualidade e beleza do mesmo. Agora seu samba foi escolhido na MUG e na Novo Império, o que espera do público?
A minha expectativa é que meu samba agrade tanto ao público, quanto aos componentes das Escolas, e que meu samba consiga atingir as metas no carnaval dois mil e dez.
Nos deixe uma mensagem:
Podemos acreditar que tudo que a vida nos oferecerá no futuro, é repetir o que fizemos ontem e hoje. Mas se prestarmos atenção, vamos nos dar conta de que nenhum dia é igual ao outro. Cada manhã nos trás uma benção escondida; uma benção que só serve para este dia, e que não se pode guardar nem desaproveitar.

 


Claudinho Vagareza e Iamara Nascimento

 


 

 


 

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