CARNAVAL 2008 - CHANCES DE CADA ESCOLA
por Anilson Ferreira

GRUPO 1B (ACESSO) - "No Segundo Grupo um desfile de primeira"

Na sexta-feira (25/01) às 22h terá inicio o desfile oficial das escolas de samba capixabas que estarão disputando pontos para acessar ao Primeiro Grupo. Como o grupo tem a Mocidade Unida da Glória (MUG), com seu bi campeonato, Unidos da Piedade que já foi penta e Unidos de São Torquato que cinco vezes venceu a competicão. Ambas juntas já ganharam mais de 15 carnavais capixabas, podemos afirmar que a arquibancada vai lotar e que teremos uma segundona com ritmo de primeirona.

Vamos analisá-las sem paixão por cores, e apenas sobre suas possibilidades. É uma pena que a última classificada não caia para um eventual terceiro grupo. Ou seja sumariamente eliminada. O que fatalmente deve acontecer em 2009. Pois sem uma penalização algumas agremiações fazem um desfile mais do que sofrível, ficando com o dinheiro público da verba, que é bom, R$ 60.000,00 (sessenta mil reias), para que não leva a sério o desfile, e coloca lixo no Sambão, alguns destes já foram eliminados do mundo do samba, mas faltam alguns.

Unidos da Piedade – Seu tema é “Os trabalhadores pedem passagem. A Piedade se encanta e canta o Jubileu de Prata da CUT”. Causa polêmica, pois quem não é a favor é contra. Mudou tudo na Escola. Seu presidente, Fábio Lessa fez profundas modificações em quase tudo. Mestre de Bateria, Mestre-sala e Porta-bandeira, Carnavalesco e outros. Voltou com a escola para junto da comunidade, com ensaios na Rua Grassiano Neves e no “Chapéu do Lado”. Há quem diga (as más línguas evidentemente) que o tema foi escolhido porque o desfile é em Vitória e com uma administração do PT isso pode proporcionar alguns benefícios. Eu, pessoalmente, não acredito nisto. Porém com um samba muito bom e com ótima torcida vai dar um “calor” na MUG. Se for ganhar e subir é difícil, mas não impossível.
Pontos altos: samba, empolgação, bateria, torcida e história.
Pontos baixos: Fantasia, harmonia, pouco dinheiro, sem quadra própria e comunidade difícil. Possibilidade de título: provável.

Tradição Serrana – Seu tema é “Serra – terra de encantos, mistérios e paixão. Aqui cheguei, gostei e fiquei”. Seu presidente Jason Gomes luta bravamente para fazer bonito. Tem uma boa bateria sob o comando do veterano “Cici” e uma revelação como intérprete: o “William da Tradição” que tem uma voz melodiosa. A Câmara Municipal da Serra, através de seu presidente Aloísio Santana (PSDC). Apresentou um projeto destinando uma ajuda financeira para a agremiação. Se as comunidades dos bairros Feu Rosa e Vila Nova dos Colares ajudaram a Escola vai fazer bonito.
Pontos altos: samba, bateria, intérprete, enredo.
Pontos fracos: alegoria pesada, fantasias e falta de apoio dos empresários serranos.
Possibilidade de título: difícil

Mocidade Unida da Glória (MUG) – Caiu para o Segundo Grupo devido a uma fatalidade, pois tinha tudo para disputar, neste ano, o campeonato com a Jucutuquara. Mas, fez do fogo em sua mata uma nova floresta e buscou nas suas origens um tema já plantado na sua história. “Amazônia: lendas e cobiças”, samba de Marcilio Dias e Ivan Reis, e, que, após quase 20 anos ainda é atual. Suas alegorias pesadas prometem inovar com evolução e movimentação, tem profissionais dos blocos de Parintins atuando lá. Renovou sua bateria com um Mestre mais jovem: o Renatinho. E buscou na sua rival, a Unidos de Jucutuquara, seu antigo carnavalesco, o Sury Baby. Sua quadra, no bairro da Glória, em Vila Velha, está sempre lotada e seu presidente, o ‘Robertinho da Mug’ é sinônimo de credibilidade. Só perde o Carnaval se errar novamente, como aconteceu no Carnaval de 2007, quando um carro quebrou na pista.
Pontos altos: intérprete (Ricardinho), a bateria, alas independentes, carros alegóricos, torcida e tem poderio financeiro.
Pontos fracos: excesso de componentes pode vir de “salto alto” devido à ausência da rival Jucutuquara
Possibilidade de título: é a favorita.

Independente de São Torquato – Foi à escola que mais promoveu no período de pré-folia. Sua quadra tem o maior espaço em relação aos adversários, mas precisa revitalizá-la. Seu tema “As guerreiras negras, sonho, justiça e liberdade” é bom, mas de difícil assimilação por causa do tema envolvendo Orixás, que quase sempre derrubam as agremiações. Seus intérpretes são Alvimar Guimarães, Pipo e outros, são veteranos e sabem o que fazem. Sua bateria também é boa, mas precisa e pode render mais. Falta resgatar bons destaques e luxo. Na verdade, ao que tudo indica, a agremiação que é pentacampeã ainda sente os problemas do tempo em que ficou parada. Com garra para superar isso seu presidente, João Batista, que é bem avaliado pela comunidade, vai procurar fazer o melhor e ficar torcendo por erros da Unidos da Piedade e da MUG.
Pontos altos: o samba, a garra, a raça, a bateria e a torcida.
Pontos fracos: faltam fantasias de luxo, bons e grandes carros alegóricos, recursos financeiros e exposição da mídia.
Possibilidade de título: é difícil, mas não impossível.

Imperatriz do Forte – Está de presidente novo: Marco Aurélio, que tem um bom trabalho comunitário. A Escola sofre por não ter uma quadra própria e ensaia no Clube Saldanha da Gama. Sua bateria é boa, mas precisa vir com mais componentes. O intérprete Marcinho Diola é raiz do forte e vem progredindo. Precisa urgentemente de um bom patrocinador fixo. Seu tema é: “Presidente Kennedy – De Portugal, a batalha a batalha ecoam os tambores da Imperatriz onde o Eldorado se espalha”. Deve lhe render bons recursos financeiros. E junto com o dinheiro da Prefeitura de Vitória, se bem empregado, pode gerar resultados positivos na avenida.
Pontos altos: sua comunidade gosta de samba, é considerada a Escola dos artista e intelectuais. Tem muito samba no pé e raça e garra na pista.
Pontos baixos: é fraga em alegoria pesada, faltam destaques de luxo, sua harmonia precisa juntar a Escola e desfilar de maneira compacta.
Possibilidade de titulo: é difícil, mas se der uma muito grande zebra, ganha o Carnaval.

Chegou o que Faltava – Depois de uma batalha judicial entre o ex-presidente Costa Pereira e o atual Getúlio Marques para ver quem comandaria a Escola venceu Getúlio. Mas isto atrasou os trabalhos da agremiação. Seu tema é “Chegou o que faltava nas montanhas encantadas”, é fácil de desenvolver. Basta trazer os grupos de dança folclóricos que já vem montados com fantasia e tudo. Além dos carros alegóricos que se apresentam nas festas alemãs de Domingos Martins e Marechal Floriano. O samba de Atílio Juffo e Zinho Furão é bom e tem ótima melodia. Perdeu seu primeiro casal de mestre-sala e porta-bandeira – Roberto e Denise – e isto é ruim. Mas conta com o veterano sambista Jorge Carlos, na harmonia e o carnavalesco William Silva. Se conseguir juntar os blocos carnavalesco de Goiabeiras nas suas cores pode fazer um bom desfile. Caso contrário não vai chegar novamente.
Pontos altos: a vontade da diretoria de levar a Escola no peito e na raça para o Sambão.
Pontos baixos: a falta de apoio das famílias tradicionais da Grande Goiabeiras e um local próprio para ensaiar, alem da ausência de torcida e componentes.
Possibilidade de título: Dificílima.

GRUPO 1A (ESPECIAL) - "A Elite do Carnaval Capixaba"

Dando seqüência à cobertura dos preparativos para o Carnaval e depois de avaliarmos as escolas do 2º Grupo vamos agora comentar os preparativos do 1º Grupo. Como sempre sem nos deixar levar por empolgação da torcida, simpatizantes ou pressões de dirigentes das agremiações, que fazem parte da elite do samba capixaba. Sabemos que esta avaliação pode conter erros e acertos mas a intenção é dar uma contribuição para a qualidade do desfile. E fazer uma espécie de alerta chamando a atenção para eventuais problemas e para o que pode ser mudado para engrandecer o terceiro melhor desfile de escolas de samba do Brasil. Porém na passarela os imprevistos, como quebra de um carro alegórico, e outros, podem acontecer. Que vença a melhor e boa sorte para todos, incluindo nela o júri carioca que vai apontar a campeã e a que irá descer para o segundo grupo. Na parte organizacional a Prefeitura de Vitória cometeu um pecado. O CD dos sambas de enredo chegou quase na véspera do desfile quando na verdade deveria estar nas lojas especializadas desde o mês de outubro de 2007.

Unidos de Jucutuquara – “A deusa Niké que foi encontrada na ilha grega de Samotrácia e o símbolo das vitórias” é o enredo que faz alusão à ilha de Vitória e foi uma boa sacada. Como a escola tem o DNA das vitórias o enredo tem tudo a ver. Seu samba voltou aos bons tempos, deixando o estilo melodioso de carnavais anteriores. O intérprete Kleber Simpatia se entrosou bem com a bateria de Mestre Ditão e aí ficou fácil.
Suas alegorias pesadas e destaques de luxo têm tudo para brilhar mais uma vez. Suas alas com mais de 120 pessoas é o ideal e isso deveria ser seguido pelas demais escolas. Seus ensaios rendem um bom dinheiro e sua diretoria sabe como aplicá-lo. Seu primeiro casal de mestre sala (João Felipe) e porta bandeira (Andressa Leal) são os melhores do Carnaval, pois sabem trabalhar com a mídia. Sua harmonia também é a melhor do Estado. Porém terá (sempre tem!), 80% da arquibancada e dos camarotes contra a tentativa do tricampeonato.
Pontos altos: carro alegórico, samba, bateria, comissão de frente, torcida vibrante, poderio financeiro, organização e planejamento.
Pontos fracos: a ausência da rival (Mocidade Unida da Glória – MUG) pode provocar um relaxamento natural e cair de produção. Alguns componentes consideram que o titulo já está no papo da “ coruja’, excesso de componentes. A escola pode atingir a marca de três mil componentes e isso deve ser difícil de controlar.
Possibilidade do título: bem provável.

Novo Império – Depois de muitas lutas com o Disque Silêncio conseguiu ensaiar na sua quadra. Porém a demora em resolver o problema, praticamente, tirou a escola do páreo para a disputa do título. Coisa que se desenhava devido ao ótimo enredo “As bodas de Aranã”, um dos melhores ou talvez o melhor do ano. Seu samba é um dos mais fortes do CD de sambas de enredo e deve “explodir” nos camarotes e da arquibancada (até os adversários devem cantar).
Sua bateria é uma orquestra, sendo uma das melhores do Brasil. Porém (sempre tem um porém), sua comunidade não está unida como nos tempos do tricampeonato nas décadas de 80 e 90. Falta apoio técnico e financeiro aos bons carnavalescos Carlito Carlos e Marlene. Falta um projeto arrojado de marketing para este “gigante adormecido” acordar.
Pontos altos: samba, bateria, harmonia, torcida que como se diz “a Império joga em casa” e a simpatia da imprensa carnavalesca.
Pontos fracos: alegoria pesada, alas dispersas e sem luxo,brigas internas e para ficar entre as três primeiras a tribo imperiana terá que chamar o “pagé” e fazer um “feitiço brabo” para Jucutuquara e Andaraí sofrerem desastres na pista.
Possibilidade de título: difícil.

Pega no Samba – Está, como se diz no futebol, “na ponta dos cascos” para fazer um bom desfile e buscar o terceiro ou segundo lugar. E se voar tão alto depois de renascer das cinzas conforme a Fênix do seu enredo pode derrubar a Jucutuquara e Andaraí e ser a campeã do Carnaval capixaba. Seu carnavalesco, o professor Marcão e sua equipe souberam cativar e unir comunidades pobres. Eles já aturam na Imperatriz do Forte e Unidos de Boa Vista e nelas “juntou e misturou” todo mundo (ricos e pobres).
Sua bateria é boa, mas pode e deve render mais (a volta de Laélio, ajuda muito). Sua alegoria pesada tem tudo para brilhar pois o tema versando sobre a volta ao primeiro grupo, fazendo alusão à lenda da ave Fênix permite carros alegóricos egípcios, gregos, romanos e outros. Precisa de alas maiores, vestir mais suas lindas baianas e dar moral a seu bom casal de porta-bandeira (Jane) e mestre-sala (Alcione) e se compactar na harmonia.
Pontos altos: o ótimo samba na voz de Jairo Liberdade, bateria, destaques de luxo como Paulinho do Cerimonial, Jace Teodoro, Jorge Neppi, e Antônio Carlos Borlotti entre outros.
Pontos fracos: precisa atingir a marca de dois mil componentes, levar para a pista uma comissão de frente digna de uma grande escola, saber ousar com arrojo e planejamento, perder o espírito de interioridade que ainda predomina em pequena parte da Escola.
Possibilidade de título: provável.

Andaraí – Seu tema sobre compra e venda passa a mensagem que se não conquistar o título este ano vai ter que ficar na fila do “racionamento”, pois em 2009, ao que tudo indica, vai ter que enfrentar, além da Jucutuquara também a MUG e nesse caso teoricamente será briga para o terceiro lugar. O vice-campeonato de 2007 deu gás a seu ótimo carnavalesco Paulo Balbino para com a “Cobra (Andaraí)” tentar morder o rabo da “Coruja (Jucutuquara)”.
Para isso tem faturado bem nas suas festas no campo de futebol do Caxias. Sua bateria sob o comando de Mestre Jorginho é garantia de boas notas e o interprete, o “Lauro” é seguro e sabe conduzir bem o excelente samba da Escola. Conta com o apoio de várias escolas do segundo grupo como a MUG. Piedade, Imperatriz e outras para engrossar suas cores e tentar impedir o tri e vôo mais alto da “Coruja”. Suas alegorias pesadas prometem competirem em igualdade de condições com as rivais.
No entanto deve se cuidar no quesito harmonia e se reforço contratando para primeiro casal de mestre-sala (Roberto Cigano), e porta-bandeira (Denize Marquet), os dois quase batem de frente com o casal de Jucutuqura.
Pontos altos: samba, intérprete, bateria, fantasia, alas e com todas as outras 12 escolas formando um arco-íris a seu favor.
Pontos fracos: falta tradição e peso de campeã, alguns de seus componentes ainda não se deram conta que o título de campeã é possível, precisa atingir a marca de dois mil figurantes e sua comissão de frente terá que compactar (juntar) na passarela.
Possibilidades de título: provável.

Boa Vista – Com o tema “O Cio da Terra” espera plantar em Cariacica a idéia de que cultivar o título de campeã é possível. Mas para isso terá que capinar as ervas daninhas que, embora poucas, invadem sua quadra, causando uma certa divisão. Seu intérprete Emerson Xumbrega e a bateria do mestre “Picolé” garantem uma boa colheita.Também o secretario de cultura da Prefeitura de Cariacica Juninho Jogador planta a semente de que o título de campeã vira este ano, pois no ano que vem um gafanhoto vermelho e branco (Mug), vai tantar impedir uma boa horta.
Só quem não viu por este lado foi o empresariado local que adubou pouco as finanças da agremiação. Sua comissão de Carnaval veio do Rio de Janeiro e pretende surpreender. Para motivara comunidade tem feito ótimas festas mas para ter uma colheita farta suas concorrentes Jucutuquara e Andaraí terão que sofrer geadas ou queimadas.
Pontos altos: o samba é bom e a alegoria pesada também é boa mas precisa melhorar (tem vir como nas maquetes). Sua torcida tem tradição e sabe fazer bonito. Comissão de frente é boa e a escola desfila de maneira compacta.
Pontos fracos: não valorizou seu casal de mestre-sala e porta-bandeira na mídia. Deveria sair com dois mil ou mais componentes (coisa que não aconteceu ainda) e falta acabamento de primeira nas fantasias e nas alas.
Possibilidade de titulo: difícil.

Unidos de Barreiros – A fama de “ioio” (sobe e desce) parece perseguir a Escola. E apesar do bom tema homenageando o trabalho da Apae e os que necessitam de ajuda especial, que não foi bem explorado na mídia, não se vê sinais de que vá disputar os três primeiros lugares. Perdeu para a rival e vizinha Andaraí, seu grande trunfo: o carnavalesco Paulo Balbino, responsável direto pela subida da Barreiros para o primeiro grupo.
A escola só não caiu para o segundo grupo em 2007 porque a MUG, devido a um carro quebrado caiu em seu lugar. Falta à entidade mais integração com a comunidade onde sua diretoria, que já vem de muitos anos, já dá sinais de desgaste. Seu tema é simpático, mas não foi feito um bom trabalho de marketing para aproveitá-lo.
Pontos altos: a boa bateria sob o comando do experiente Naldo, interprete Marquinhos Gente Bamba e Waschinton Ponto Zero, a veterana Keli, na harmonia e algumas adesões espontâneas da comunidade.
Pontos fracos: a falta de grandes carros alegóricos, fantasias e destaques de luxo. O casal de mestre-sala e porta-bandeira não tem fama no mundo do samba, menos de mil e quinhentos componentes na pista, e a diretoria tem que ter a consciência de que “não se brinca mais Carnaval e tudo virou um negócio”.
Possibilidade de titulo: dificílimo.

Rosas de Ouro – Vem se firmando e conseguindo formar um bom numero de torcedores. Seu tema é uma denuncia contra o aquecimento global, segurança ruim, desemprego, saúde precária e outros e é o único politicamente correto deste ano, pois critica a falta de consciência ecológica, social e a ausência de segurança. Seu intérprete Vinicius Karam vem subindo de produção e a bateria dá contado recado.
Suas alas precisam ser maiores, seus carros ainda são médios. A Escola deve vir para buscar o terceiro lugar e para isso tem que torcer para que a Boa Vista, Pega no Samba e a Novo Império cometam erros.
Pontos altos: o enredo é ótimo, o samba, o planejamento pois recebe verbas parceladas em maio, agosto e novembro, a força da comunidade e o apoio político.
Pontos fracos: não tem assessor de comunicação, à distância até o Sambão do Povo, seus destaques, mestre-sala e porta-bandeira e a rainha da bateria não são badalados. Seu presidente Marcos Karam é bom, porém falta uma diretoria forte para lhe apoiar.
Possibilidade de título: difícil.


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* anilson ferreira é Jornalista, radialista, comentarista de carnaval e sambista. Apresenta de segunda a sexta-feira na Rádio Espírito Santo AM 1.160 o programa “Carnaval até o Carnaval”, com Ferreira Neto e Anilson Ferreira. O programa também pode ser acessado pela internet no site www.radioespiritosanto.com.br. Participe pelo telefone 3350.1160. Participe enviando comentários, sugestões e notas através do e-mail anilsonf@ig.com.br ou ligue 9949-8867